Friday, July 06, 2007

OBJECÇÃO DE CONSCIÊNCIA



Outro desabafo

Tenho de utilizar a televisão por cabo, para encontrar um pouco de cultura através do pequeno écrã, que há muito deixou de ser a tal caixinha mágica de que ouvia falar quando era jovem.
Neste canal estrangeiro, presta-se homenagem a essa grande artista falecida ontem, Régine Crspin de seu nome: partem dos anos mis recentes para os mais recuados... maneira habilidosa de no-la mostrarem cada vez mais jovem, mas também processo adequado à demonstração da precocidade do seu talento.
Passam-me os dedos por um documento do Ministério das Finanças que me informa do que tenho a pagar, até um de Agosto, como contribuinte que entregou a tempo a sua declaração de IRS.
E penso naquilo em que está a ser gasto o dinheiro dos nossos impostos.
Desde muito criança aprendi que todo o cidadão devia dar o seu cotributo à promoção do bem comum. E isso traduzia-se no dever de pagar a tempo e horas os impostos.
A única questão que se punha então era a da justiça das leis tributárias.
Hoje, sem que deixe de ter actualidade essa questão, a pergunta mais séria, mesmo mais acutilante para a consciência de cada um, é a de saber que faz o Estado com o dinheiro que nos tira.
Porque temos de começar a falar nos objectores de consciência relativamente aos impostos: serei eu obrigado a entregar ao Estado valores que ele emprega em práticas que violam a minha consciência?
Não valem as maiorias votantes, já que uma democracia sã respeita os direitos das minorias. E se eu entendo que pagar os impostos é tornar-me cúmplice de graves violações dos direitos humanos, posso pelo menos fugir a esse pagamento... por todos os meios ao meu alcance... assumindo, como é óbvio, num Estado que só aparentemente é um Esatdo de direito, os riscos que isso encerra.

1 Comments:

Anonymous Filomena said...

Estou absolutamente de acordo, caro amigo...

11:44 PM  

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