Sunday, July 08, 2007

GENERALIZAÇÃO DO ATAQUE SOEZ



Apunhalado pelas costas

Havia um seviço noticioso que me chegava por cabo, muito curto, como eu gostaria que fossem todos os telejornais, e ao qual dava certa credibilidade. Por isso, sempre que podia, quando suspeitava de que algo tinha acontecido a merecer atenção, à hora exacta, lá estava a ver e ouvir. Depois, comecei a andar de decepção em decepção: fui descobrindo que a desonestidade se apoderava também do jornalismo alimentado pelos nosso impostos, com a agravante de essa dcesonestidade se mascarar de independência.
Agora ouçam como esse canal deu a notícia da publicação do Motu Proprio Summorum Pontificum: (As palavras não são textuais, mas sou fiel às ideias) O Vaticano publica um doccumento que assinala o regresso do latim à liturgia católica: regozijo dos tadicionalistas e inquietação da comunidade judaica. E donde vem a inquietação desta comunidade? Da existência, no missal de São Pio V, de uma oração a pedir a conversão dos judeus.
Pasme-se!
Em primeiro lugar, o latim, segundo as prescrições do VaticanoII, continua a ser a língua oficial da liturgia romana: não regressa, porque nunca partiu. Apenas se modifcou o modo de celebrar e se permitiu, nas celebrações com o povo, o uso das línguas vernáculas, com traduções aprovadas pela autoridade competente.
Esse modo de celebrar, ( o modo de celebrar, não a língua vernácula) após a refeorma de 1970, tornara-se obrigatório, exceptuando alguns casos individuais, em que era permitdo o uso do missal reformado por João XXIII, em 1962. Em 1988, João Paulo II concedeu aos bispos a faculdade de autorizarem o uso deste missal sempre que isso lhes fosse pedido razoavelmente. O que o texto de Bento XVI faz é conceder a qualquer sacerdote que o deseje, no caso da celebração particular, ou entenda ser útil para os fiéis, em celebrações com o povo, autorização para isso, sem necessidade de recorrer ao bispo.
E a inquietação dos judeus?
É um dos casos mais espectaculares de má fé da comunicação social e de todos os que dela se fizeram eco:
Primeiro:
A referida oração, incluída na longa litania da sexta-feira santa, foi, como outras, totalmente refundida em 1959, ainda antes da publicação do missal de São Pio V, reformado por João XXIII, em 1962.
Segundo, a Tríduo Pascal, nas disposições de Bento XVI, fica excluído da autroização agora concedida a todos os sacerdotes, quanto ao uso do missal de 1962.
É ou não é, apunhalar a verdade, este modo de dizer as cosias?
E não se fale de ignorância onde ela é tão culpada como a má fé.

3 Comments:

Blogger alx said...

Gosto de o ler...


Abraço

3:18 AM  
Anonymous Filomena said...

Eu também...

4:30 PM  
Blogger Augusto Ascenso Pascoal said...

Muio obrigado por esta afirmação de presença. Mas gostaria de algum comentário... dos dois, claro. E dos amigos que já me disseram o mesmo por outras vias.
Um abraço para todos
AP

7:00 AM  

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